Em 1º de outubro de 2015 foi repassado uma parcela da complementação da união aos municípios cearenses. Além das parcelas fixas que deve entrar todo mês, esta parcela é o ajuste entre as receitas estimadas versus as consolidadas no ano de 2014. Em abril deste ano, a união já repassou uma parcela e agora efetuou a segunda parcela deste ajuste.

Esse repasse é um complemento da união aos Estados e Municípios que não atingiram a arrecadação necessária para custear o valor aluno nacional; assim como garantir o piso dos profissionais do magistério para o nível médio. Para o ano de 2014, o valor mínimo nacional por aluno estabelecido era de R$ 2.285,57. No entanto, esse valor se consolidou em R$ 2.476,36 de acordo com a portaria nº 317 de 27 de Março de 2015.

Como a receita arrecadada é superior à receita estimada e a complementação da união ocorre em um percentual de 10% do repasse ao Estado do Ceará, essa segunda parcela representa a diferença que devem os municípios receber nos percentuais de suas complementações. Porém, é de entendimento dos princípios orçamentários, dos Tribunais de Contas dos municípios (TCM) e também dos gestores públicos que os recursos que adentrem as finanças dos municípios, sejam incorporados às receitas daquele ano em exercício, ainda que estes repasses sejam relacionados ao ano anterior. Deverão ser incorporados às receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), no quesito complementação, onde, no mínimo, 60% deste montante deverá ser pago aos profissionais do magistério. Contudo aumenta a pressão para que esta parcela seja incorporada às receitas do Fundeb e obedeçam aos limites estabelecidos pela lei do Fundeb.

Ao município de Icapuí coube o montante de R$ 189.846,07, que no entender do sindicato, deveria ser utilizado para o pagamento, em primeira ordem,  aos profissionais da educação que estão com seus salários atrasados.