Muito se alardeou sobre a “postura equivocada “do Sindicato dos Servidores a respeito dos precatórios, visto que um vasto número de “juízes” e “promotores” do censo comum emitiam seus pareceres sobre a forma “correta” segundo suas convicções de se fazer a defesa dos referidos recursos. Entretanto, nenhum dos municípios contemplados com esses precatórios, em que servidores e governo não conseguiram pactuar um rateio em um processo de construção negociada, foi possível acesso aos recursos por parte dos servidores.

A novidade desse tema no meio jurídico e a falta de uma jurisprudência nos levaram a buscarmos informações diversas no sentido de construirmos a melhor e mais acertada solução. Depois de muito ouvir e pesquisar sobre o tema, a direção da entidade sindical de posse das informações e orientações cabíveis intermediou a partir de uma reunião ampliada com todos os professores uma negociação com o governo municipal que atendesse de certo modo as expectativas dos docentes e da sociedade como um todo.

Diante de todo o conjunto de ideias ofertadas pelo governo e pela entidade, desdobradas em uma proposta que foi referendada pela maioria dos professores e pela justiça, que no entender dos representantes da entidade não foi o ideal mas foi a possível, dentro das nossas possibilidades, o fato é, que foi graças a estes recursos extras, que foram garantidos em dia os pagamentos dos servidores efetivos e prestadores, o pagamentos desde 2013 de restos a pagar de alguns professores prestadores, a reforma da escola Ezequiel e do CEI do Belém, como também da escola Horizonte da Cidadania em Redonda e a capitalização em mais de 3 milhões de reais do ICAPREV.

Todas essas questões passam despercebidas por quase que a totalidade do conjunto dos servidores, que alheio ao contexto legal deste processo se limitou ao debate simplista de defender apenas o recebimento de valores ( $$$) orquestrados por terceiros sem fazer conta de perguntas básicas. Quem tem direito legal? Em que legislação se baseia para a defesa dessa proposta? Qual o verdadeiro interesses desses outros em criar um empecilho ao acesso a esses recursos? Perguntas simples mais que tem todo um sentido quando feitas com o mínimo de racionalidade.